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Guia gratuito

O dinheiro esquecido: onde procurá-lo, de graça

Contas inativas, seguros de vida não reclamados, descontos de um primeiro emprego: os balcões oficiais de treze países e a ordem por que os consultar.

O guia

Como uma conta se torna « esquecida »

Só em França, a Caisse des Dépôts guarda vários milhares de milhões de euros de contas inativas e de seguros de vida não reclamados. Não é dinheiro perdido: é dinheiro à espera do seu dono, e a lei organiza a devolução — gratuitamente, sem limite de tempo para os seguros de vida, vinte a trinta anos para as contas bancárias.

O mecanismo é automático, não malicioso. Uma conta sem movimentos nem contacto durante dez anos é declarada inativa e o banco transfere-a. Um [seguro de vida](lifeInsurance) cujo beneficiário a seguradora nunca encontrou segue o mesmo caminho. Descontos feitos numa empresa desaparecida ficam na carreira contributiva, mas ninguém o avisará para os fazer valer.

Três perfis estão sobre-expostos: quem mudou muitas vezes de casa, quem mudou de nome e quem trabalhou ou viveu no estrangeiro. O seletor de países desta página existe para o terceiro caso: um estágio em Berlim, uma conta aberta em Londres, um ano no Quebeque deixam cada um um rasto num registo nacional diferente.

Como proceder

  1. Comece pelo balcão único

    Quando um país o tem — Ciclade em França, MissingMoney nos Estados Unidos, o Unclaimed Assets Register no Reino Unido — cobre várias categorias de uma vez. Cinco minutos, e evita procurar banco a banco.

  2. Procure com todos os seus nomes

    Nome de nascimento, de casada, anteriores e variantes de grafia. O cruzamento faz-se por nome E data de nascimento: uma única combinação pode devolver um resultado que as outras falham.

  3. Não esqueça as pensões

    É o esquecimento mais frequente e mais caro. O extrato de carreira mostra os períodos creditados; os que faltam regularizam-se com comprovativo, mesmo trinta anos depois. Um período em falta pode adiar uma data de reforma.

  4. Para uma herança, procure em nome do falecido

    Os mesmos balcões aceitam uma pesquisa em nome de uma pessoa falecida mediante certidão de óbito. A AGIRA francesa existe precisamente para isso: um só pedido consulta todas as seguradoras.

Uma pesquisa completa leva uma hora e faz-se uma vez. O que custa é não a fazer — e deixar aos herdeiros uma lista de instituições que terão de reconstruir sozinhos. Veja também [gerir o património sem ligação bancária](noBank) e [quanto vale o seu património líquido](netWorth).

Uma vez reencontrado, não o volte a perder

O que dorme acaba por perder-se: uma apólice nunca aberta, uma caderneta cujo banco se esqueceu. O Patrice mantém o inventário de tudo o que possui, com os contactos de cada instituição — e os seus sabem onde procurar. A conta é gratuita; a demonstração mostra a aplicação com dados de exemplo.

Grátis, sem cartão, sem ligação às suas contas bancárias.

Perguntas frequentes

Não. Não pede nome, nem data de nascimento, nem identificador: lista balcões oficiais e encaminha-o para eles. O seu navegador guarda apenas o país escolhido, neste dispositivo, para que mudar de língua não reponha o seletor.

Sim, todas as que aqui figuram. É o critério de entrada do registo: um serviço pago não é listado. As empresas privadas que propõem localizar os seus bens a troco de uma percentagem consultam exatamente os mesmos organismos, com os mesmos formulários.

Depende do país e da natureza do bem. Em França, os montantes de contas inativas são conservados vinte anos antes de passarem para o Estado — trinta em caso de óbito do titular — e os seguros de vida continuam reclamáveis pelos beneficiários sem limite de tempo. Noutros países os prazos vão de dez anos à imprescritibilidade.

Sim. Os balcões aceitam uma pesquisa em nome do falecido mediante comprovativo: certidão de óbito e prova da sua qualidade de herdeiro ou beneficiário. Em França, a AGIRA consulta todas as seguradoras com um só pedido, e o Ciclade cobre as contas transferidas.

Sim, cada país mantém os seus registos e nenhum fala com os outros. Repita a pesquisa em cada país onde teve uma conta, uma entidade patronal ou uma apólice. Para as pensões na União Europeia os direitos coordenam-se no momento do pedido, mas cabe-lhe declarar os períodos estrangeiros.

Bastam dois hábitos: comunicar cada mudança de morada a todas as instituições e manter uma lista atualizada das suas contas e apólices, acessível aos seus. É exatamente o que o Patrice faz — mas uma folha de papel numa pasta já resolve o essencial.